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VOCÊ VIVE RECLAMANDO DA VIDA?

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Por Luciana Pandolfo Camaratta, Psicóloga – CRP 07/05918

A Distimia é um estado depressivo “mais ameno”, uma depressão leve  mas crônica. As pessoas apresentam uma tristeza constante, não sentem prazer em atividades agradáveis, apresentam ganho ou perda de peso, insônia ou sono excessivo, fadiga constante, irritação, dificuldades no relacionamento interpessoal e no trabalho. Estes são alguns dos sintomas mais comuns,    nem sempre   considerados como um transtorno emocional.

Todos estes sintomas citados provocam intenso sofrimento, mas as pessoas tardam em buscar auxílio, porque conseguem seguir desempenhando suas atividades.  Além disto, apresentam este quadro desde muito cedo, por vezes desde a infância, passando a acreditar que esta é uma condição natural, algo que faz parte do seu jeito de ser.  Também é comum buscarem auxílio médico, levando por exemplo a queixa física da insônia, do cansaço, da falta de apetite. As queixas são então tratadas, como desarmonias  desta ordem , e as questões emocionais  seguem desatendidas. Aparece, então, o risco de desenvolvimento de um quadro depressivo mais grave.

Apesar dos sintomas menos acentuados, a distimia é um transtorno que acarreta um prejuízo pessoal muito importante. É comum ouvirmos o paciente contar,  que  suas amizades e relacionamentos  são poucos e conflitantes. Geralmente aqueles com quem convive no trabalho.  Relata também que realiza as atividades com dificuldade; como se estivesse “carregando o mundo nas costas”. Tudo fica pesado, lento e sem nenhum prazer. Executa somente o essencial para cada dia.

Diante deste quadro, será que podemos falar de menor gravidade? A pessoa carrega consigo um peso, falta de vitalidade, de criatividade e de dinamismo! A vida vai empobrecendo. As habilidades não se desenvolvem. O indivíduo  se reconhece como alguém com poucas condições. Estas pessoas, quase não conseguem sentir prazer. Possuem poucos interesses. Apresentam um grande vazio. Há dentro deles um buraco que não conseguem preencher com nada.

O tratamento da distimia,  inclui psicoterapia e medicação. A psicoterapia possibilitará a melhora da auto estima, a descoberta de si mesmo, o  desenvolvimento de condições para melhor relacionamento social e desenvolvimento de novas habilidades e atividades. Possibilitará o preenchimento deste espaço vazio.