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Transtorno Alimentar

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Por Carolina Mejolaro, Psicóloga – CRP 07/15377

Atualmente nos deparamos, nos consultórios, com um crescimento significativo dos transtornos alimentares, principalmente entre os adolescentes. Cada vez mais a estética, aparência impecável e o culto ao corpo perfeito são fatores muito valorizados, principalmente no universo feminino.   Está “cobrança” da sociedade gera uma “ditadura” da beleza, fazendo com que as pessoas se tornem prisioneiras destes padrões estabelecidos.

Mas o que é um transtorno alimentar?

Os transtornos alimentares são doenças que se manifestam por alterações do comportamento alimentar. Pacientes com transtornos alimentares tem em comum a preocupação exagerada com o peso e a forma do corpo, o que leva a atitudes extremas para controlar a imagem corporal.

 Quais os transtornos alimentares mais comuns?

Anorexia nervosa: os pacientes diminuem significativamente a quantidade de comida ingerida e apresentam perda de peso. Estas pessoas não reconhecem que estão muito abaixo do peso, pois se veem gordas.

Bulimia nervosa: Estes pacientes apresentam insatisfação com o corpo, o que os leva a dietas radicais, fazendo jejuns prolongados. Apresentam perda do controle e comem de forma exagerada, ataque compulsivo, durante um curto período de tempo. Depois de comerem exageradamente induzem o vomito para “eliminar” o que foi ingerido.   A principal diferença destes transtornos e que as pessoas que sofrem de anorexia tem uma grave distorção da imagem, enquanto as bulímicas de forma geral apresentam uma distorção de imagem bem mais sutil.

Nas ultimas décadas estes transtornos aumentaram significativamente, fala-se em epidemia, gerada pelo culto ao corpo perfeito. Os Transtornos Alimentares afetam cerca de 1% da população mundial, sobretudo mulheres entre 18 e 40 anos.

É de extrema importância que os pais e professores estejam atentos a alguns fatores de risco como:

  • Meninas que desejam trabalhar com atividades que enfatizam o corpo;
  • gordos que se tornam obsessivos por dietas;
  • Histórico familiar de Transtorno Obsessivo Compulsivo;
  • Baixa auto- estima;
  • Expectativas de grandes desempenhos;
  • Perfeccionismo, insegurança principalmente nas relações sociais;
  • Dificuldade de identificar e expressar sentimentos;

Não podemos esquecer que a preocupação com a aparência é algo saudável e natural, entretanto a busca incessante pela imagem corporal perfeita aumenta a possibilidade da pessoa vir a desenvolver um Transtorno Alimentar.

Para tratar estes pacientes é fundamental o envolvimento e adesão da família, fazer os familiares pensarem no sofrimento psíquico oculto por trás do transtorno de conduta alimentar. Estes pacientes devem ser tratados por uma abordagem multidisciplinar que inclui: psicólogos, psiquiatras, nutricionistas.  A psicoterapia individual é recomendada para obtermos resultados mais eficientes, o principal objetivo e fazer com que os pacientes se deparem e entendam seus reais sentimentos. Resgatar a história dos indivíduos fazendo com que tenham uma compreensão dos sintomas e consequentemente, desenvolvendo recursos para lidar melhor.