Artigos

Relacionamento entre irmãos

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no print

Por Carolina Fernandes de Abreu Marques, Psicóloga – CRP 07/11647 

Um dos maiores desejos de um casal que se une em casamento é construir uma linda e unida família. Sendo assim, a chegada dos filhos é sempre um momento especial, envolto de muita magia e expectativa.

Muitos casais planejam e buscam ansiosamente ter mais de um filho; geralmente por esperarem que estes sejam amigos e parceiros por toda a vida e principalmente quando eles, os pais, já não estiverem mais vivos.

E quando isso não ocorre? E quando mesmo sendo parceiros e amigos, os irmãos brigam e discutem? Esse passa a ser um momento de grandes conflitos entre as famílias e principalmente entre o casal de pais. O que fazer? Como manter os filhos unidos e fortalecidos em seus laços fraternos?

É importante frisar que todos os irmãos brigam e isto não necessariamente é algo negativo. É entre irmãos que começamos a aprender o processo de dividir e emprestar, por exemplo. Logo na chegada do irmão, o filho mais velho já aprende que precisará dividir a atenção com o recém-chegado e isso pode gerar medo, insegurança, incerteza e a assustadora rivalidade.

Quando os pais e demais familiares não conseguem entender, aceitar e ajudar o filho mais velho a compreender que esses sentimentos são naturais e aos poucos tendem a se “acomodar”, a criança pode apresentar muita culpa e até sintomas de depressão e maiores dificuldades na vida adulta por conta de auto-boicotes e dificuldades de lidar com seus sentimentos.

Outro ponto importante a ser observado é não anular ou invalidar a individualidade de cada filho. Cada indivíduo é único e, mesmo sendo membro da mesma família, terá suas características próprias e particularidades e estas devem ser respeitadas e reverenciadas, quando necessário. É comum por uma questão de identificação e até por aspectos transgeracionais, os pais terem mais afinidade ou se identificarem mais com um filho do que com outro; porém isso não pode ser motivo para que não se reconheça a personalidade do outro ou até mesmo deixe de se posicionar ou impor os limites necessários àquele filho com que tem mais “proximidade”.

Contudo, o que se mostra sempre eficiente para o bom relacionamento entre irmãos são os modelos, principalmente os de pai e mãe. Pais que se respeitam e se tratam com educação, demonstram que é possível resolver conflitos e rivalidades com respeito e afeto.