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Psicoterapia: por quê?

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Por Anna Paula Luz Flores , Psicóloga e Psicanalista – CRP 07/04536

O estado emocional do indivíduo, bem como seu comportamento, são derivados de forças mentais inconscientes. Toda a forma de sofrimento psíquico gera prejuízos pessoais, interpessoais e profissionais, que podem ser minimizados pela psicoterapia. Esta forma de tratamento possibilita uma ampliação da capacidade mental e mudanças de padrões repetitivos de comportamento, promovendo uma maior qualidade de vida, autoconhecimento e habilidade no enfrentamento dos conflitos.

O paciente, através da psicoterapia, tende a reconhecer suas características pessoais, identificar seus pensamentos e sentimentos, refletir sobre seus comportamentos, bem como as consequências destes em sua vida. Ao se conhecer melhor, a pessoa consegue lidar de forma mais adequada com suas emoções, planejar seu crescimento e promover mudanças importantes.

Durante os atendimentos o paciente poderá tratar de sua conflitiva, conversando sobre suas angústias, desejos, temores, impressões e dúvidas e o psicólogo, através de sua escuta atenta, procura auxiliar aquele que necessita de ajuda. É um espaço livre para abordar diversos assuntos, refletir e amadurecer novas possibilidades de desenvolvimento pessoal, possibilitando que o paciente elabore um acontecimento, deixando assim de ser dominado pela repetição, que muitas vezes é entendida como destino. É uma tentativa de facilitar o crescimento do sujeito, não apenas no atingimento do fortalecimento do ego e da identidade, mas também transformando emoções que estão ligadas a situações difíceis de serem tratadas.

Normalmente, os principais motivos pelos quais as pessoas buscam a psicoterapia são: dificuldades emocionais, conflitos familiares, dificuldades nos relacionamentos afetivos, questões sexuais, profissionais, estresse, dependência química, alcoolismo, depressão, fobias, síndrome do pânico, obesidade, transtornos alimentares, do sono e do humor, ansiedade excessiva, perdas emocionais e materiais, auto-estima baixa, orientação vocacional, bem como no processo de recolocação profissional, distúrbio de aprendizagem, pacientes oncológicos, entre outros. Entretanto, não é necessário estar com problemas para buscar orientação. A psicoterapia pode também ser preventiva.

Não existe um momento certo na vida para se procurar uma ajuda psicológica, basta o indivíduo querer, mostrar-se disponível para tal. A psicoterapia não tem um tempo determinado, vai depender muito da finalidade e de como as pessoas reagem ao autoconhecimento. Em muitos casos há resistência dos indivíduos em acessar seu mundo interno, ficando com a sensação de que pode haver um maior sofrimento, mas é um processo necessário nesta trajetória de transformação e de crescimento.

O profissional não vai resolver sozinho os conflitos dos pacientes. Esse processo de transformação somente acontece se o indivíduo vencer suas resistências, desejar ser ajudado e passar por um momento de mudança. O sucesso da psicoterapia é mérito da dupla terapeuta/paciente. O psicólogo, por estar ali facilitando e orientando todo esse processo, e do indivíduo por querer, de fato, se conhecer e transformar-se, aprendendo assim a fazer escolhas mais adequadas, maduras e satisfatórias.