Artigos

O idoso nos dias atuais

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no print

Por Denise Helena Müller de Ávila , Psicóloga  – CRP 07/01582

Com frequência recebemos informações sobre o envelhecimento da população. Em países mais antigos da Europa e o Japão, por exemplo, isso não é novidade, mas aqui no Brasil esta situação é nova. E por ser nova não existem políticas públicas para enfrentar a situação.

Foi-se o tempo em que as famílias podiam cuidar de seus idosos, eram grandes famílias, a vida era mais calma, as distâncias eram menores, as mulheres ficavam em casa enquanto seus maridos buscavam o sustento na rua.

Nas famílias atuais, todos precisam trabalhar, as distâncias são grandes, a vida é muito corrida, saem de casa pela manhã e voltam à noite, as crianças vão para as creches e os idosos acabam sozinhos. Devido às transformações naturais do envelhecimento sentem-se sós, desnecessários, abandonados, com uma vida sem sentido… Sentem medo de adoecer e de morrer. Tudo isso gera insegurança, ansiedade, depressão, doenças e mais medos.

Esses idosos, que não necessariamente são velhos, vão se isolando da família, dos amigos e da vida. Sentem-se cada vez menos úteis, vão se fechando dentro de si. Muitas vezes tornam-se queixosos, tornando desagradável o convívio com eles.

O que fazer? Como ajudar estes idosos e suas famílias? Sim, porque as famílias muitas vezes querem ajudar e não sabem como. São pessoas que trabalham fora e dentro de casa. Tem o cônjuge, os filhos para atender e gostariam muito de ver seus pais saudáveis, de bem com a vida.

O idoso precisa entender e aceitar suas limitações, o que não é fácil para ninguém e, concomitantemente, descobrir outros interesses que lhe tragam satisfação e os façam se sentir úteis novamente. Muitas vezes se faz importante retomar atividades anteriores que acabaram sendo deixadas de lado.

A  psicoterapia psicanalítica é uma alternativa que pode ajudar bastante, pois é um espaço individual onde a pessoa (no caso o idoso) pode falar livremente sobre suas angústias e medos para um profissional que vai ouvir sem criticar nem censurar, ao mesmo tempo que vai ajudar a encontrar opções de interesse para ocupar o tempo ocioso, descobrindo potencialidades e desejos realizáveis.

Uma pessoa ocupada, com atividades interessantes, sente-se útil e disposta, sente-se viva. Surgem novos projetos que a levam a se ocupar mais, encontra velhos amigos e faz novos. Tem novidades para contar para a família se tornando uma pessoa mais leve e agradável.