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Estresse e Trabalho

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Por Aline Menegotto, Psicóloga CRP 07/08580

O trabalho ocupa um papel central na vida das pessoas e é um fator relevante na formação da identidade e na inserção social. Neste contexto, considera-se que o bem-estar adquirido pelo equilíbrio entre as expectativas em relação à atividade profissional e à concretização das mesmas é um dos fatores que geram realização profissional.

Uma relação satisfatória com a atividade de trabalho é fundamental para o desenvolvimento nas diferentes áreas da vida humana e esta relação depende, em grande escala, dos suportes afetivos e sociais que os indivíduos recebem durante seu percurso profissional. O suporte afetivo provém do relacionamento com pessoas com as quais é possível compartilhar preocupações, amarguras e esperanças, de modo que a sua presença possa trazer sentimentos de segurança, conforto e confiança. O suporte social aplica-se ao quadro de relações gerais que se estabelecem, naturalmente, entre colegas de trabalho, vizinhos e conhecidos, o que também pode favorecer o aprofundamento de relacionamentos que, mais tarde, venham a fazer parte do suporte afetivo.

Para Gazzotti e Vasques-Menezes (1999), a fragilidade emocional provocada pela falta dos suportes afetivo e social traz grande sofrimento, uma vez que o reflexo dessa situação não fica restrito à vida privada, ampliando-se para o campo das relações de trabalho. O trabalhador, ao sentir-se sem alternativa para compartilhar suas dificuldades, anseios e preocupações, tem aumentada sua tensão emocional, o que pode levar ao surgimento do estresse ocupacional.

Etimologicamente, estresse deriva do latim stringere, significando apertar, cerrar, comprimir. Não há um consenso sobre o termo estresse. Alguns autores entendem que representa uma adaptação inadequada à mudança imposta pela situação externa, uma tentativa frustrada de lidar com os problemas. Entretanto, estresse também pode ser definido como um referente, tanto para descrever uma situação de muita tensão quanto para definir a tensão a tal situação (Lipp & Rocha, 1994).

O estresse no local de trabalho geralmente é o resultado de uma deficiência de ajuste entre o trabalhador e as exigências da empresa, onde há uma discordância entre as exigências das tarefas e os recursos pessoais para cumprir tais exigências. Uma pessoa pode sentir isto como desafio, e em conseqüência, reagir dedicando-se à tarefa. Ou pelo contrario, se a discordância é percebida como ameaçadora, então o trabalhador enfrentar-se- a com uma situação negativa, que pode conduzi-lo a evitar a tarefa.

Diversas são as ações que as empresas podem adotar, desde processos seletivos mais aprofundados e dirigidos por profissionais com competência para entender além do currículo dos candidatos, acompanhamento periódico aos empregados, que propiciem uma discussão a cerca das satisfações e insatisfações quanto à posição ocupada, até Programas que busquem uma maior qualidade de vida para os funcionários.

Porém, sabemos que nem sempre as empresas dispõem de apoio neste sentido e, por vezes, a dificuldade está no trabalhador, neste caso é indicado que o profissional que enfrenta tal situação busque ajuda. A psicoterapia é um dos caminhos mais indicados para a resolução eficaz deste conflito, auxiliando também para que os demais aspectos da vida não sejam afetados.