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Escolhas inconscientes…

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Por Rafaela Haas Oliveira Zanini, Psicóloga – CRP 07/14351

A felicidade ou a tristeza não são obras do acaso. Existem situações na vida que não temos a menor possibilidade de escolha, mas existem tantas outras que temos mais possibilidade de escolha do que imaginamos ter.

Quando um paciente procura terapia, comumente ele não reconhece algumas questões que são determinantes em sua vida, nos caminhamos que costuma tomar. O estudo do inconsciente nos mostra que o homem não tem o poder de decisão que imagina ter, mas nem por isso o torna uma vítima. Ele é sim autor da sua própria história, ou ao menos de boa parte dela.

A psicoterapia proporciona um olhar para as atitudes, mas principalmente um olhar para dentro, para as motivações inconscientes de tal ato. Aquilo que não nos damos conta, aquilo que em muitos momentos nos faz sofrer e é de nossa total responsabilidade.

Um sintoma origina-se de elementos inconscientes da vida psíquica de uma pessoa. O inconsciente guarda a maior parte da nossa vida mental. Ele também se manifesta nos sonho e em atos falhos. Ele é movido por fantasias, ideias que estão ali ativas. Como diria Freud, ele é sutil mas não descansa até ser ouvido.

Aprender a pensar sobre, reconhecer funcionamentos, tendências, abre a possibilidade para uma pessoa modificar atitudes, modificar escolhas em sua vida. Em minha prática clínica observo como os pacientes vão gradativamente modificando suas histórias na medida em que vão se reconhecendo. Olhar para certas intenções inconscientes pode abrir a possibilidade de escolher novos caminhos, de deixar para traz aquilo que não queremos para nosso futuro.