Artigos

A endometriose e os aspectos emocionais

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no print

Por Carolina Mejolaro, Psicóloga – CRP 07/15377

Considerada uma doença do mundo moderno, a endometriose atinge um número elevado de mulheres, sendo que muitas, até receberem o diagnóstico, desconheciam a doença. Trata-se de um distúrbio que atinge mulheres durante os seus anos reprodutivos. Define-se por um crescimento do tecido endometrial, que recobre o interior do útero, para fora da cavidade uterina. Este tecido é renovado mensalmente pela menstruação e seus principais sintomas são: cólica menstrual intensa, sangramento uterino anormal, dor durante a relação sexual e infertilidade.

Estudos demonstram que o tempo de inicio dos sintomas até o diagnóstico definitivo pode ser de oito anos para a dor e cinco anos para a infertilidade. Neste meio tempo muitas são as crises de ansiedade pelas quais as mulheres passam, sentimento de irritabilidade, tristeza, falta de prazer na vida, podendo vir a desenvolver um quadro depressivo devido o afastamento social.

A psicoterapia pode auxiliar estas mulheres a lidarem com a frustração frente ao diagnóstico, ansiedades que a doença gera e todos os aspectos emocionais envolvidos. O objetivo de considerar o aspecto emocional da endometriose visa compreender a associação existente entre esse fator, a doença e seus sintomas para conseguir estabelecer um tratamento mais efetivo, garantindo atenção também às queixas emocionais.

Não podemos deixar de pensar nos aspectos psicossomáticos que envolvem a endometriose e outras doenças crônicas na busca por compreender os processos mentais envolvidos no adoecimento físico. Em alguns casos o corpo pode estar sendo usado de “descarga” psicossomática, uma forma de evacuar via corpo o que a mente não suporta.  É importante a mulher buscar ajuda especializada, para lidar com toda demanda emocional gerada pela doença, entendendo as dificuldades, limitações e principalmente tendo um espaço para pensar.