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Ansiedade: motivação ou imobilização

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Por Fernanda Provenzano, Psicóloga – CRP 07/2152

Ansiedade é uma reação biológica e emocional ligada à antecipação de alguma situação, geralmente despertada por sentimentos de medo, dúvida, insegurança e expectativa. Ela surge como uma defesa a fim de proteger o corpo ou a mente de algo que antecipadamente foi interpretado como possível ameaça. Neste processo ocorre a liberação de adrenalina, responsável pelo estado de tensão do corpo que prepara para o enfrentamento de perigos externos.

A ansiedade é uma reação natural e saudável, que visa proteger o organismo. Pode ser despertada em situações tais como entrevista de emprego, participação em vestibular ou nascimento de filhos. Enfim, a ansiedade é necessária para o ser humano agir em seu ambiente, sendo que nos dias atuais existe a constante demanda de agilidade e competência, necessidade de corresponder às expectativas internas e externas, resultando em uma vida atribulada que estimula o surgimento da ansiedade.

Sendo assim, existe o lado patológico da ansiedade, que é relacionado com a frequência e intensidade com que ocorrem e, ao contrário do lado saudável, em vez de motivar, paralisa. No nível mais crônico, se configura um quadro de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), caracterizada por preocupação ou expectativas extremamente exageradas com duração de no mínimo seis meses. Outros diagnósticos relacionados são obsessões, fobias e transtorno do pânico.

Entre os sintomas físicos relacionados estão a: tontura, respiração ofegante (falta de ar), dor abdominal, palpitação cardíaca, fadiga, tensão muscular, compulsão alimentar, dificuldade para dormir e insônia. Já sintomas emocionais são manifestados através de agitação, dificuldade de concentração e relaxamento, medo de alguma situação específica, pensamento de que algo ruim irá acontecer, preocupação excessiva e sensação de impotência.

A ocorrência de quadros ansiosos está diretamente relacionada com a história de vida da pessoa. A ansiedade, que deveria estimular, acaba estagnando. O tratamento psicológico é indicado, podendo, se necessário, ocorrer concomitantemente com o psiquiátrico. Através do processo psicoterápico, o indivíduo poderá entender seus sentimentos e sua própria história, criando recursos para transformar seus medos em enfrentamentos e sua imobilização em motivação.