Por Denise Helena Müller de Ávila, Psicóloga  – CRP 07/01582

Muitos casais relutam em buscar ajuda psicoterápica, entre outros motivos, por vergonha de expor suas dificuldades, por achar que ninguém pode ajudar, por não conhecer os benefícios que podem obter com este tipo de terapia.

Quando o casal  não se entende mais, quando não existe mais diálogo possível entre eles, quando o ciúme causa reações de raiva e intolerância e até violência, quando a infidelidade permeia a relação causando falta de confiança e levando a brigas constantes, quando o problema é a família de origem ou quando discordam sobre a educação dos filhos acarretando dificuldades com estes, quando o problema é na área sexual e/ou tantas outras situações que acabam afastando o casal, esfriando a relação e criando barreiras entre eles é o momento de buscar ajuda de um especialista em psicoterapia de casal.

O atendimento é feito ao casal e o terapeuta atua como um moderador, auxiliando na busca de solução do problema que está causando tanto sofrimento. É um momento de falar e também de ouvir o outro e pensar, refletir sobre o papel de cada um, sobre o que pode ou quer  fazer diferente, ou não. É um caminho para alcançar um conhecimento maior de si e do parceiro. Na terapia, cada membro do casal vai poder olhar para si e buscar entender como o seu comportamento afeta o outro e vice versa, propiciando que cada um se responsabilize pelos conflitos que vivenciam no vínculo.

O objetivo da terapia envolve o tipo e qualidade do vínculo, as expectativas e ideais de cada um, busca resgatar a comunicação, o afeto, a boa vida sexual, a vontade de continuar juntos. Mas também o casal pode concluir que a separação é o melhor pra eles.

Por preconceito ou medo, as pessoas acabam demorando pra buscar ajuda e muitas vezes chegam ao consultório com a relação tão desgastada que fica muito difícil resgatá-la. Quando isso acontece a terapia vai ajudar a que consigam fazer uma separação amigável, entendendo o que aconteceu de forma madura e, quem sabe, numa próxima relação, não incorrer nos mesmos erros.