Por Maira Noroefe – Psicóloga, CRP 07/13825
Diariamente a vida nos coloca diante de situações as quais, se pudéssemos escolher, jamais viveríamos. A perda de um amor,
decepção com uma pessoa, a perda de um emprego muito importante, expectativas frustradas, são pequenos exemplos de dores muito grandes e intensas. O coração aperta, o peito doe, desaparece o apetite, o sono e, por vezes, a vontade de seguir em frente. Parece que já não há mais sentido nos planos uma vez traçados.

A tendência é que se tenha sentimentos e sensações muito ruins: sentir-se fraco, vulnerável, culpado, injustiçado, com raiva ou sozinho são emoções muito comuns de virem à tona quando nada está bem. Mas a realidade pode ser diferente do que todas essas sensações nos falam. A verdade é que a grande maioria das feridas são possíveis de serem tratadas e sanadas. Entretanto, esse é um processo que sem dúvida, custa! Custa tempo, custa dedicação, custo esforço. Custa percorrer um caminho que nunca trilhou e isso implica em fazer as coisas do jeito que nunca fizera antes.

Em geral, momentos de crises são sempre momentos de oportunidade também. Agir com calma e parcimônia são fundamentais para (re)começar. Este talvez seja o momento de investir muita energia em coisas que trarão benefícios tanto físicos como emocionais. Leva tempo, demora, mas o tempo vai passar de qualquer maneira.

Permita-se tentar. Peça ajuda e acredite, com esforço, dedicação e tempo é possível cicatrizar nossas feridas. Apaziguar o coração. É preciso também cuidar da saúde emocional. Cada vida traz uma história e cada pessoa precisa entender qual é a sua história, por quais motivos as coisas que acontecem nela, acontece assim? O caminho do autoconhecimento é tão precioso porque ele nos torna capazes de sermos mais fortes, abre mais possibilidades em como enfrentar a vida e talvez contribua para que melhores escolhas aconteçam.