Por Tanise Gralha Mateus, Psicóloga –  CRP 07/10230

Apesar de esse termo ser muito falado na mídia, ainda é comum desconhecimento tanto da comunidade escolar quanto dos pais sobre o assunto. Muito escutamos a frase que “fulano está sofrendo bulling na escola”, ou “esses assassinatos na escola foi porque o aluno sofreu bulling!”, e em seguida “no meu tempo isso não exista”, “isso é falta de laço”…, mas, afinal o que é o “bulling”?

Bulling é a situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou física, podendo ser inclusive online, de maneira repetitiva, por um colega ou um grupo contra outro colega. O termo tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão. Mesmo sem uma tradução literal para o português, o termo bulling é usado para designar uma situação de ameaça, humilhação, tirania, intimidação e maltrato. O apelido inofensivo pode afetar emocionalmente, e provocar além de afastamento, queda no rendimento escolar, doenças psicossomáticas (alergias, tosse, dores musculares, enxaqueca), e influenciar a formação da personalidade, em casos mais extremos, levando ao homicídio ou suicídio.

O bulling inicia sempre com um agente causador , ou seja, a pessoa que provoca o desconforto, que cria o apelido, o deboche. Habitualmente, esse busca auto afirmação, quer ser popular, precisa da aprovação e de uma boa imagem de si. Precisa da satisfação de ver o outro humilhado e assim se sentir poderoso. É alguém que não conseguiu aprender a transformar sua raiva em diálogo e a opressão O satisfaz.

Nas escolas essas situações são muito facilmente observadas, e cabe a comunidade escolar diferenciar uma brincadeira de uma situação de bulling. Não é qualquer desentendimento ou apelido que precisa de intervenção de um adulto, muitas situações fazem parte do desenvolvimento de crianças e adolescentes.

Algumas dicas para trabalhar com crianças e adolescentes a prevenção do bulling:

*incentivar a solidariedade, a generosidade, o respeito as diferenças por meio de conversas, campanhas de incentivo à paz e a tolerância, atividades de cooperação, interpretação de diferentes papeis em simulações de conflitos. Lanches coletivos, atividades em grupos, gincanas colaborativas, são algumas alternativas.

*desenvolver um espaço-tempo em sala de aula para a comunicação entre os alunos

*estimular que todos estejam atentos e comuniquem qualquer situação de constrangimento percebidas dentro do ambiente escolar

Os professores devem sempre lembrar que são fundamentais  na formação emocional de crianças e adolescentes, e pode ser o agente transformador numa situação de bulling. Estimular apenas que uma briga encerre não auxilia no processo de construção. Incentivar a paz sem diálogo não ajuda na prevenção ou solução do bulling , pois pode favorecer o senso de injustiça. Não ensina como solucionar o conflito, não oferece alternativas construtivas, não oferta espaço para o diálogo. Uma sugestão é buscar trazer a situação para a turma, convidando todos a opinar, de forma orientada, e construírem novas saídas para o conflito.

A Clínica Equilíbrio – Centro de Psicoterapia oferece acompanhamento psicológico individual e familiar para as crianças e adolescentes com profissionais altamente qualificados, atentos as etapas evolutivas de cada indivíduo. Nossos profissionais estão aptos a entender todas as formas de comunicação, entre jogos e brincadeiras e oferecemos também avaliação psicodiagnóstica.