Por Ingrid Schonhofen Petracco, Psicóloga – CRP 07/11717

Primeiramente vamos falar da ansiedade, que é um sentimento comum ao ser humano. Desde a infância sentimos ansiedade frente a situaçoes que estao por vir, uma viagem muito aguardada, uma prova muito difícil, enfim um sentimento normal que nos ajuda a sobreviver e até necesrio para nossa evoluçao. A ansiedade advinda da preocupaçao de que algo posa dar errado, a pesar de desconfortavel, é útil dentro do contexto apropriado. Por isso, quando as pessoasse dizem ansiosas, elas realmente estao, mas isso pode nao representar um inconveniente maior.” Ela se torna um problema somente quando acontece fora de um contexto, ou de forma exagerada. Podendo causar síntomas físicos como falta de ar, palpitacoes enjoos e tonturas.

Nos tempos atuais se tem identificado tantas pessoas adoecendo por conta da asniedade que existe uma categoría de doenças psiquiátricas denominadas Transtornos de Ansiedade. E o Transtorno do Pânico é uma doença que faz parte dos Transtornos de Ansiedade.

Agora vamos entender um pouco mais sobre o nico, palavra nico provém do grego “Panikós” que significa susto ou pavor. Ataque de pânico, é a mesma coisa que Transtorno do nico? Nao, O ataque de pânico descreve um evento único enquanto o Transtorno do pânico é uma enfermidade que se caracteriza por crises absolutamente inesperadas de medo e desespero, o medo constante de quando o próximo ataque acontecerá e a adoção de medidas para evitar os lugares onde os últimos ataques ocorreram.

O ataque de pânico consiste em períodos de intensa ansiedade e são acompanhados de alguns sintomas específicos. Os mais comuns são taquicardia, dificuldade de respirar, formigamentos, vertigem, dor ou desconforto no peito, medo de perder o controle, sudorese, tremores, entre outros. Nem todos sintomas estarão presentes, mas a grande maioria estará. Os sintomas começam de súbito e se acentuam rapidamente, muitas vezes acompanhados por uma sensação de catástrofe ou morte iminente e por uma ânsia de escapar da situação. Com certeza você já deve ter escutado de alguém que sem razão para tal ficou extremamente ansioso. O coração dessa pessoa disparou, ela começou a suar, ter tremores, e o que mais chama a atenção é que ela acreditou que estava tendo um ataque cardíaco que a levaria a morte. E depois de exames feitos, nada apareceu, nada foi detectado. Esta pessoa teve na verdade um ataque de pânico.

Uma das grandes dificuldades do diagnóstico é que muitos dos sintomas se assemelham a sintomas das doenças cardíacas e visto que muitas pessoas acabam procurando por prontos socorros e sendo recebidos por médicos generalistas não preparados para a hipótese de diagnostico de ataque do pânico.

Tem cura? Tem tratamento. Através do tratamento é possível amenizar as crises, bem como reduzir suas frequências mantendo a situação totalmente sob controle. O tratamento consiste em em duas abordagens combinadas, psicofármacos e psicoterapia, sendo a mais indicada a Terapia Cognitivo Comportamental, que tem mostrado resultados bastante promissores. Consiste em ensinar e educar o paciente sobre a sua crise, mostrar a ele o porque ela acontece e tentar encontrar o motivo pelo qual a desencadeia.