Por Carolina Fernandes de Abreu Marques, Psicóloga – CRP 07/11647 

Quando falamos em aliança terapêutica, falamos na relação que ocorre entre terapeuta e paciente. Quando essa relação se dá de forma afinada, existe uma boa possibilidade do tratamento ter bons resultados. Quando esse vínculo é bom, observamos o paciente mais engajado no processo e demonstrando maior confiabilidade no trabalho do terapeuta. Além disso, as pesquisas demonstram que alianças terapêuticas positivas estão relacionadas aos resultados positivos no tratamento e à minimização de possíveis resistências.

Para que se estabeleça uma sólida e confiante relação terapêutica, entre outros fatores, é necessário que se desenvolva um sentimento de empatia por parte do terapeuta. A capacidade de compreender os problemas do paciente, seu modo de funcionar, sua capacidade de trabalha e entender seus próprios conflitos. O terapeuta pode demonstrar sua capacidade empática através de seu tom de voz, expressões faciais e linguagem corporal, fazendo com que assim o paciente se sinta entendido e valorizado.

Penso ser importante diferenciarmos o conceito de empatia de simpatia. O primeiro é a habilidade de se colocar no lugar do outro, enxergar como se fosse a outra pessoa. Já a simpatia é que nós sentimos em relação ao outro. É mais um sentimento de piedade e respeito que sentimos pelos sentimentos dos outros.

Para o desenvolvimento de uma boa e sólida aliança terapêutica é essencial que o terapeuta tenha essa capacidade empática desenvolvida.  Que seja capaz de colocar-se no lugar do paciente e que consiga pensar como “se fosse ele”. Nesses momentos outro conceito importante surge que é  o da neutralidade, que refere-se a capacidade do terapeuta não colocar suas experiências e vivências como forma do paciente resolver seus conflitos. Ou seja, o que o terapeuta acha ou pensa para sua própria vida não deve servir de referência para o paciente seguir na sua.

Sendo assim,dentre outros aspectos, é com o desenrolar desses três conceitos aqui expostos que poderemos esperar um bom resultado do processo terapêutico, com experiências de sucesso entre paciente e terapeuta.