Por Carolina Fernandes de Abreu Marques, Psicóloga – CRP 07/11647 

Essa época em que se aproxima o final do ano nem sempre se apresenta com alegria e felicidade para todas as pessoas. Esse período pode se mostrar como demasiadamente angustiante e ansiogênico. Algumas pessoas sentem essa época do ano como se tivessem obrigação de ser feliz, de comemorar e confraternizar; quando muitas vezes não tem motivos para isso. Como não compartilham deste sentimento de alegria e felicidade, sentem-se como se fossem seres anormais ou que tem algo de muito errado com elas.

Por não compartilharem deste sentimento “natalino” de troca e reciprocidade, sentem-se cada vez mais sozinhos e excluídos. Sentem-se como se fossem obrigados a ser feliz. Mas qualquer obrigação pode oprimir.

E por isso que, muitas vezes o período de natal e ano novo, pode ser ao mesmo tempo um período no qual as pessoas esperam ansiosamente e ao mesmo tempo temem, sentem depressão, alguns passam por um verdadeiro terror fazendo contagem regressiva esperando a hora disso tudo acabar e poder voltar a rotina normal. Tudo devido à ansiedade e medo sobre o que vai acontecer, ou o que não vai acontecer, pois este é o ponto principal, a frustração de não acontecer nada de diferente, nada daquilo que se espera; geralmente de forma fantasiosa e especial.

Ainda assim, esta depressão de fim de ano pode ser canalizada de forma positiva e utilizada para que se reveja o que esta pessoa está fazendo de sua vida. Será que ela não passou o ano todo desperdiçando oportunidades para criar laços de amizade que valerão a pena ser comemorados no natal? Não será este o grande momento para aprender a lidar de forma diferente com a própria vida? Aproveitar a mudança de ano como uma boa oportunidade de fazer diferente, de abrir possibilidades para o novo; de forma madura e real, sem expectativas exageradas e que acabam levando a tristeza e frustração?