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Se o mundo não fica mais fácil, trate de ficar mais forte.

Produzido por Psicóloga Tanise G. Mateus,  CRP  07/10230

Como se fortalecer diante de tanta exigência? Exigência para ficar bem, exigência para super produtividade no home office. Comparação entre mães nas redes sociais.

Fotos de pratos de almoços postados lindamente…e tu aí,  te virando  para dividir a mesa de refeições da família com o notebook e os documentos do trabalho. Revezando entre uma mexida na panela de feijão,  uma conferida na tele aula do filho mais velho e verificar se o mais novo não afogou o gato na privada de novo…. trabalhando só de blusa, porque na última vez iniciaram uma vídeo chamada e te pegaram de pijama!

E o marido feito um zumbi, pq optou por trabalhar durante a noite pois precisa de silêncio e vocês só tem um notebook em condições… Ainda precisar ouvir a vizinha fitness malhando o dia todo (música alta e saltos que nem imagina como são possíveis dentro do apt) e o outro, estudando música o dia tudo. Lindo praticar piano. Mas não  dia todo, todos os dias, e tu nem gosta tanto assim, prefere um sambinha .

E ouvir nos grupos de Whatsapp que vai passar, que é um bom momento para curtir a família.  Para relaxar. Colocar a leitura em dia. As séries.  Os filmes… e tu e o marido só pensam em colocar em dia as contas do mês.  Essa é a realidade que as redes sociais não mostram. Essa é a realidade de muitas famílias.

E nesse contexto a ansiedade, depressão,  transtorno como o transtorno compulsivo, o abuso de álcool e outras substâncias,  fobias, podem se instalar de modo silencioso. Estamos aqui. Contem conosco!

Entendendo o Cyberbullying

Produzido por Ingrid S. Petracco, psicóloga – CRP 07/11717

Vamos começar falando sobre a tecnologia e o mundo que se encontra cada vez mais interligado e globalizado, a internet, embora seja um importante meio de comunicação muito utilizado pela população de forma correta e com a sua finalidade sendo ajudar em diversas coisas traz junto os pontos negativos que dela advém, considerando sua evolução diária e as inúmeras possibilidades que a internet proporciona, constata-se como fica difícil o controle da mesma e como cada vez mais cedo os jovens a utilizam. Ate mesmo crianças de 2 anos já operam tablets e smartsphone.

Agora, vamos aos adolescentes, focados nos seus pares, nas amizades e na busca da expansão de sua rede de amigos. O uso da internet e redes sociais se faz imperativo ao desenvolvimento social. É nos seus pares que adolescentes buscam opiniões sobre si mesmos, sua autoestima e identidade. Estes jovens podem ser vítimas de “predadores online” especialmente aqueles mais vulneráveis, com risco ou histórico de problemas.

Cyberbullying de acordo com Slonje e Smith (2008), pode ser compreendido como um comportamento agressivo, intencional e repetitivo, realizado por intermédio de meios eletrônicos, ao longo de um determinado período, e perpetrado por um individuo ou grupo contra uma vítima que apresenta dificuldades em se defender. É um processo de interação e expressão de agressividade com abuso de poder e ocorre de forma sistemática pelo uso de tecnologias. Importante destacar, paraque a agressão online, seja considerada cyberbullying, é preciso que sejam identificados os critérios de desiquilíbrio de poder, intencionalidade e repetição.

É bastante usual os agressores criarem um perfil falso na internet com o objetivo de intimidar e ridicularizar sua vítima, o que é feito através de montagens de fotos pornográficas com o rosto do agredido, por exemplo. A pessoa que comete o cyberbullying é chamado de “cyberbulliecyberbullying é mais fácil para os agressores, porque podem fazê-lo de forma anônima nas diversas redes sociais, através de e-mails ou de torpedos com conteúdos ofensivos e caluniosos. O que dificulta a defesa da vítima, visto que se torna mais complexo responder efetivamente às agressões quando não se sabe a identidade de quem o faz. Uma das particularidades do Cyberbullying , diferente do bullying tradicional que é delimitado pelos limites físicos e temporais da escola, é que o mesmo pode ocorrer a qualquer momento e em qualquer lugar e capaz de alcançar uma audiência muito maior.

As pessoas agredidas pelo cyberbullying apresentam sintomas bastante similares com os do bullying, como:

distúrbio do sono

medo, desconfiança e insegurança

transtornos alimentares

irritabilidade

depressão

transtornos de ansiedade

dor de cabeça, falta de apetite

uso de. drogas

pensamentos destrutivos, como desejo de morrer, entre outros.

A forma como os jovens agem frente ao cyberbullying também podem desempenhar um papel fundamental no sentido de atenuar ou potencializar os efeitos negativos decorrentes da agressão. Reportar ou informar pais e professores sobre o ocorrido o quão logo aconteça são capazes de diminuir os efeitos, o que muitas vezes não acontece por medo de punições ou culpabilizacões, medo de os pais subestimarem o problema, ou medo de proibirem o uso da internet.

A orientação dos pais é fundamental, e estabelecer uma relação de confiança pode prevenir da manutenção deste tipo de violência e do risco de perpetuar o sofrimento das vítimas. Estratégias focadas na resolução do problema que envolvem soluções práticas, tais como sair de determinada rede social, permanecer offline por algum tempo, bloquear contatos, podem e devem ser estimuladas pelos pais e ou professores. Conversar abertamente sobre o assunto e explicar os perigos. Por vezes a busca de um profissional capacitado, psicólogos ou psiquiatras, se faz necessária. Outras ferramentas podem ajudar os pais a abordar com os filhos este assunto tão delicado como filmes, facilitam que os jovens se identifiquem e consigam se abrir. Vários filmes exibem este tema. Segue link do trailer do filme Ciberbully: https://www.youtube.com/watch?v=i1oF5pXq2bc, aborda de maneira muito clara como uma jovem, vitima de cyberbullying adoece e como com a ajuda dos pais e  profissionais especializados a jovem se recupera.

Os novos desafios familiares em épocA de Covid – homeschooling e homeoffice

Produzido por Psicóloga Fabiane Flores, Psicóloga – CRP 07/12685

Há cerca de um mês atrás estávamos retomando o início do ano letivo, retomando as atividades após o carnaval, programando as próximas datas festivas, feriados do mês de abril, … E de repente, tudo mudou, o mundo parou, …desaceleramos. E como um passe de mágica, as famílias passaram a enfrentar o excesso de horas livres sem saber o que fazer. Para quem estava acostumado com uma rotina intensa de atividades e compromissos; ter mais tempo era o desejado e agora não parecer ser tão espetacular assim. Nos foi concedido mais tempo para fazer o que é realmente essencial. Sabemos que é um período oportuno para cuidarmos do bem-estar, mas nem todos estão conseguindo ter sucesso em reinventar a escola com a educação domiciliar. Assim como qualquer conhecimento, este tempo em excesso também necessita ser aprendido. E como todo processo de aprendizado é necessário saber que há um ciclo para alcançarmos o melhor resultado. E como este ciclo ocorre? A primeira etapa é conhecer o que precisamos fazer. Compreender que estamos diante de um desafio enorme, tanto para os pais, filhos e escola é o primeiro passo. Em seguida sugerimos que as famílias tentem se aproximar dos sentimentos que realmente vão fazer a diferença e entendemos que reforçar os laços afetivos com os filhos, falar e demonstrar carinho e amor seja um deles. A Psicanalista francesa Françoise Dolto destaca a importância de conversar e falar a verdade para as crianças. Sempre obedecendo a faixa etária e com linguagem adequada é importante que haja diálogo sobre esse momento de isolamento social e que ele atinge a todos, independentemente de onde estejam localizados no mundo. Assim sendo é considerável que haja reflexão em conjunto sobre os efeitos da pandemia na família e como irão organizar-se, sem deixar de amparar e auxiliar seu filho. A segunda etapa está relacionada ao envolvimento das pessoas para realizar o plano. A educação domiciliar ou homescholing, assim como o tele trabalho ou home office exige muito dos pais e das crianças. Imaginávamos que as atividades que fossem realizadas em casa demandavam menos envolvimento e não é o que constatamos. A escola representa um local de trocas, de aprendizados e de vínculos. Certamente estão sentindo mais falta do ambiente escolar do que concebemos. Naturalmente a ausência da escola representa a privação de sua rotina, de seu cotidiano e de seu convívio com amigos e colegas. Há instituições que baseiam e realizam seu trabalho com base na BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e estabelecem o ensino a partir das habilidades e competências. Desta forma, Jorge Cascardo (especialista em Neurociência) acrescenta que os conteúdos oferecem situações do seu cotidiano e preparam o aluno para ser capaz de resolver problemas reais. É importante salientar que as escolas precisam ser parceiras da família e auxiliá-las na gestão do tempo e nas dificuldades em conciliar os estudos e manutenção da rotina. Cabe também as famílias estabelecer, na medida do possível, uma rotina dentro do dia-a-dia de todos, como: horário da TV, uso de celular, tarefas domésticas, preparo das refeições,…incluir e atribuir responsabilidades aos filhos faz parte da primeira etapa. A terceira etapa está relacionada a necessidade de analisar os resultados alcançados. É imprescindível recordar aos pais que as crianças possuem ritmos e interesses diferentes e o que serve para um nem sempre servirá para todos. É importante estabelecer uma rotina e flexibilizar o tempo pois também compreendemos que o ócio criativo poderá ser benéfico para o aprendizado. A quarta e última etapa é ajustar o que não deu certo, refletir sobre outras possibilidades e retomar a primeira etapa. O ciclo não para…E cabe a você definir se este ambiente está gerando estressores difíceis de suportar. O atendimento psicológico on line é uma possibilidade de tratamento através da internet, difundida em muitos países e regulamentado pelo conselho de psicologia. Cuide-se e viva melhor.

Pensando o vírus “CO(n)VID(a)”

Por Psicóloga Tanise G. Mateus, Psicóloga – CRP 07/10230

Essa semana o governador do Rio Grande do Sul anunciou um novo decreto em que as escolas e faculdades não retomam as atividades na forma presencial em 5 de maio, como o decreto anterior. Recebo pelo celular, junto com alguns comentários a respeito do novo decreto, algumas fotos do aniversário de uma amiga nesse mesmo dia, alguns anos atrás. Boas lembranças do tempo de festas e muita “muvuca social” me fazem pensar que atualmente vivemos um momento um tanto diferente.
O mundo pede socorro. Não só por conta dessa pandemia maluca que provoca a covid_19. Mas por conta de tanta fome, tanta desumanidade e tanta tristeza. A sociedade está adoecida. Nunca se soube de tantos adolescentes se automutilando. Nunca se questionou tanto sobre a sexualidade das pessoas.
Dizem que a doença do século passado foi a depressão. E a desse século, qual será? Arrisco dizer que o -vazio- é a psicopatologia da década. Solidão, incertezas, medo, impotência…
O vazio preenche o espaço destinado aos relacionamentos, o vazio do ser aceito exige que eu seja o-que-eu-imagino-que-o-outro-quer-que-eu-seja. A expectativa fantasma prende com correntes de areia. Preenche com fumaça.
O abraço é substituído por um bonequinho emoji amarelo sorrindo, com bracinhos curtos e olhinhos fechados. Braços que não alcançam. Olhos que não enxergam a necessidade do outro. A real busca pelo toque, pelo olhar… E surge uma doença que nos exige olhar para o outro, cuidar da saúde do outro, controlar a curva de contágio do povo para preservar a saúde coletiva, e a minha.
Uma doença que me convida a ficar em casa com a família e somente ela. A acompanhar as aulas dos filhos e observar de perto as suas dificuldades e o empenho dos professores. Saber o que está acontecendo na sala de aula de fato.
Saber o que os filhos, o marido e os pais estão comprando no mercado. Ou o que estão precisando em casa. E sentir falta de um abraço, aquele real, que o emoji não supre. Um vírus que pede que a gente olhe um para o outro. E quem sabe, preencha o tal vazio com realidade.

No meio disso tudo…

Por Fernanda F. da Costa GarciaPsicóloga – CRP 07/14007

Que estamos vivendo um momento impar todos já sabemos. Momentos como estes, onde não temos registro de comportamento ou defesas emocionais, faz com tenhamos que nos reinventar e buscarmos novas maneiras de lidar com situações extremas e nos adaptarmos a elas. É comum acompanharmos nas redes sociais e grupos entre amigos um desabafo por estar tudo muito pesado, tudo muito diferente, tudo muito. O que é novo não tem registro em nosso cérebro, então o que resta é sentirmos. Respeitarmos o que estamos sentindo e nos conectarmos com o que somos e podemos ser.

Quando ficamos inseguros buscamos os nossos referenciais simbólicos, nossas lembranças familiares e de família. É uma busca narcísica importante, uma maneira de nos voltarmos para nossas origens e o que andava esquecido no turbilhão de afazeres diários. Uma dessas lembranças é a comida. A alimentação saudável. O que seria uma alimentação saudável? Vemos muitas musas fitness dando receitas de comidas, o que comer e não comer. Esquecemos que o que é saudável está no sentir. Percebermos nossa fome, nossa saciedade e escutarmos nosso corpo que é tão inteligente e sabe do que precisamos.

É comum na clínica se ouvir relatos de um comer transtornado entre pacientes com esta dificuldade, mas neste momento até mesmo quem não tem um comer compulsivo está preocupado com sua alimentação e sua forma de comer. Os transtornos alimentares estão relacionados a períodos arcaicos de nossas vidas, períodos primitivos em que a relação mãe-bebê dita afetos, pensamentos e desejos futuros. A alimentação é o primeiro contato entre esta nova mãe e este bebê que estão se conhecendo e se reconhecendo. Com isso, é comum que misturemos nossos sentimentos com os alimentos e com a fome que sentimos. Acredito que mais do que uma alimentação saudável, podemos pensar em uma fome saudável. Colocar os sentimentos no lugar certo, sabermos o que é fome, o que é medo, insegurança, cansaço, tristeza e alegria.

Para conseguirmos pensar precisamos estar dispostos a sentirmos e até mesmo brigarmos de forma silenciosacom lembranças, pessoas e dores internas que nos atormentam e nos obstruem o pensamento. Roland Barthes (1977), teórico francês, relata que o Saber e o Sabor vêm da mesma origem em latim e, explica que é o gosto das palavras que faz o saber profundo e fecundo. Ou seja, quando colocamos em palavras na terapia e organizamos o nosso saber o pensamento flui e se organiza da maneira que cada um consegue. Se não conseguimos ter sabor no saber o pensamento fica obstruído. Somos um ser só com o corpo e as emoções interligadas e que buscam um no outro apoio para suas dores e sabores. Precisamos comer para viver, pensarmos e nos relacionarmos, mesmo distante, mas com afeto.

Saúde mental para os profissionais de cuidados em saúde: o front das epidemias

Por Fernanda Thones Mendes, Psicóloga – CRP 07/13782

Diante de um momento sem precedentes não dispomos de estudos anteriores capazes de nortear nossas ações, além das atuais constatadas pelos primeiros países afetados pela COVID-19, bem como epidemias mais recentes como a SARS-2002 ou MERS-2012. Epidemias de anos muito anteriores ao nosso, apenas nos trazem a história de como nossos ancestrais a vivenciaram e representaram, como por exemplo, a chamada gripe espanhola e todas as suas consequências e impactos gerados. No entanto, naquela época não haviam estudos capazes de dimensionar o que aconteceu cientificamente.

Além da ansiedade gerada pelo novo Coronavírus frente à imprecisão que nos traz, muitas pessoas acabam reagindo a tudo isso de uma forma fria, não conseguindo dar a devida atenção para a dimensão dessa pandemia, ou mesmo tentando minimizar os seus efeitos. De um outro extemo aparece o agravamento de patologias anteriores como transtornos depressivos, ansiosos, muitas vezes nem devidamente tratados que acabam por gerar ainda mais sofrimento e dor.

Profissionais de saúde são treinados a lidar com situações críticas, trabalhando em ambientes de extrema complexidade como as unidades de terapia intensiva, as U.T.Is, onde estão acostumados a adiar a morte. No entanto, no atual quadro de limitações, veem se diante de várias conflitivas, as quais envolvem a rápida disseminação da doença. Dentre elas a escassez de recursos, como por exemplo, dos equipamentos de proteção individual – EPIS, da necessidade de isolamento social mais intenso, principalmente de suas famílias para a proteção das mesmas, bem como do impasse de priorizar o adiamento da morte para um paciente em detrimento de outro em poucas horas. São muitas vezes assolados por uma sensação de fracasso frente ao insucesso na luta pela vida ao qual juraram buscar incansavelmente. Mesmo embasados em decisões regidas por protocolos médicos, acabam sendo envolvidos inevitavelmente em seu mais íntimo subjetivo tanto profissional, como quanto pacientes, quando precisam se ver muitas vezes do outro lado da relação.

Não sabemos com exatidão a respeito dos impactos dessa pandemia, mas sabemos que altos níveis de traumas aos profissionais de cuidados em saúde os acompanharão ao longo de meses após o surto, por isso a necessidade de logo já irmos pensando em terapêuticas e modalidades possíveis a serem oferecidas aos mesmos.

Segundo o Dr. Huremovic, autor de “Psychiatry of Pandemics” ainda não existem orientações para lidar com a atual realidade e nesse sentido nos motiva a realizar pesquisas e estudos que deem conta de nossas emoções e o endereçando das mesmas. Sugere o trabalho, com Grupos Balint para equipes de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e demais cuidadores, buscando trabalhar a relação médico-paciente. Ele destaca a necessidade de um trabalho de prevenção e tratamento do sofrimento psíquico, com a criação de espaços de fala para esses profissionais em hospitais, criando novas modalidades de tratamento com uso de telecomunicação, além de plataformas –softwears – para o suporte desses profissionais. Essas medidas buscam auxiliar nas relações médico-paciente, nas respostas emocionais, como forma até mesmo de superar a distância pessoal, causada pelo isolamento social. Para isso enfatiza que precisamos dar suporte as nossas comunidades, quebrando os muros do isolamento e assim estabelecer outras formas de comunicação, oferecendo esperança, ajuda e perspectivas apesar do luto e da dor que inevitavelmente enfrentaremos.

SEGUINDO COM O COVID-19 : O QUE ELE DESPERTA NAS PESSOAS?

Por Luciana Pandolfo Camaratta – Psicóloga – CRP 07/05918

COVID-19  um inimigo desconhecido, poderoso e invisível que dominou o mundo. Invadiu as manchetes e a nossa vida! Mudou nossa rotina, nossos hábitos, impediu a convivência social sob pena de uma grande catástrofe. Ele não permite ser esquecido! Desperta medo e impotência e a partir destes, vários outros sentimentos. Sem dúvida exige de todo uma grande força psíquica.

O medo é uma emoção natural do ser humano, responsável pela nossa sobrevivência. Ele pode ser positivo ou negativo. Frente ao COVID-19, se não tivéssemos medo seríamos insanos! É o medo que nos ajuda a tomar os cuidados necessários para proteção. Ele torna-se negativo quando ultrapassa nossa condição para lidar  favoravelmente com a situação. Pode evoluir rumo à quadros patológicos ou exacerbar os sintomas daqueles que já apresentam alguma dificuldade. Assim quadros de ansiedade, fobias, pânico, depressão e TOC, por exemplo, podem se fazer presentes.

Quando ocorre algo ameaçador, ficamos tomados pela percepção de fragilidade e impotência. Às vezes as condições emocionais da pessoa fazem com que apresente reações desproporcionais. Tudo que é proposto como cuidado parece não ser suficiente! A pessoa passa a cometer excessos ou a perder a iniciativa. Os extremos nos atrapalham. Deixam implícita a mensagem de que precisamos estar sempre pensando no assunto, como se isto trouxesse a solução, auxiliasse ou protegesse mais ou ainda preparasse para lidar com possível ocorrência. Não encontrando alívio com os cuidados propostos, aparece a ideia de que não há o que fazer. Pensamentos intrusivos e persistentes ou a sensação de falta de recursos, geram um círculo vicioso de ansiedade. Haverá também situações de negação, aqueles que  diminuem o problema e fazem de conta que nada está acontecendo.

Junto a todos os cuidados é proposto o isolamento social que  pode ser sentido como abandono. Uma grande ameaça com  enfrentamento solitário, pode acessar os aspectos depressivos das pessoas.

Estamos diante de uma situação traumática. Não é possível descrever antecipadamente como sairemos desta. Cabe a cada um ir trilhando seu caminho, dando atenção ao que se passa em seu mundo interno e lembrando que: Informação é necessária, mas deve ser filtrada e em excesso gera ansiedade; pensamentos pessimistas e vitimistas impedem a percepção clara da realidade e dos recursos disponíveis para aliviar a situação. A solidão é um fato, mas você pode e deve buscar contato virtual com as pessoas afetivamente importantes. Evite a inatividade, ela pode produzir desânimo. Tente manter sua rotina, estabeleça novas metas,dedique-se aos seus hobbies.

A solitude é um estado desejável que permite o exame de nosso mundo interno. Cabe a cada um identificar suas capacidades e fraquezas, ser criativo e honesto consigo mesmo para assim identificar alternativas de enfrentamento. Se você perceber-se confuso, ansioso, desanimado, com dificuldade para organizar-se procure auxílio, tendo neste momento como um dos recursos a psicoterapia online.

A pandemia do Covid 19 fazendo-nos questionar nossas inabaláveis verdades

Por Maíra Pigatto Kalil, Psicóloga – CRP 07/20814

Escolas fechadas, parques vazios, fábricas paradas e hospitais cheios. O Covid-19 chegou mostrando toda sua força, reforçando hábitos de higiene e obrigando a sociedade a enfrentar um atípico isolamento social pensando no bem coletivo.
Mas e agora, o que fazer com todo o tempo que sempre faltava e agora sobra demais?
O que fazer com todo o sentimento que transborda? O que fazer quando já não se tem mais pra onde fugir?
Como vai ser depois?
Épocas de incertezas e mudanças, nos obriga a olhar para dentro e perceber tudo o que está posto ali, perceber quem realmente somos, sem disfarces ou máscaras, para só assim conseguir olhar o outro de verdade.
É tempo de transformação, de se permitir.
É tempo de olhar para si para cuidar do outro!

Ser – Pai

Por Lucas Vijande Valladares, Psicólogo – CRP 07/23992

Venho aqui dirigir esse artigo exclusivamente para os pais, sejam eles: pais presentes, pais de primeira viagem, PAIdrastos, futuros pais e para os pais ausentes. Anuncio aqui uma conversa de psicólogo para pai.

A paternidade, caso muitos ainda não saibam, pode ser exercida por um cuidador, tio, irmão, avô; não necessariamente um pai biológico. Esse papel, além de ser exercido pelo sexo masculino, por diversas vezes, acaba sendo exercido também pelo sexo feminino, como por exemplo: uma mãe; mesmo não se fazendo presente a figura masculina.

Tenho certeza que todos que estão lendo este artigo carregam consigo uma imagem dessa figura, seja o próprio pai, assim como outra pessoa, desde que se tenha feito presente este cuidado, esta lembrança afetiva. Porém, aqui vão algumas más notícias. Infelizmente muitas famílias acabam sendo atingidas pela ausência desta figura, o pai. Seja por abandono, morte e até um simples descaso, onde a figura se faz presente fisicamente, porém ao se tratar de afetividade o mesmo se torna um completo ausente. Por incrível que pareça, isso é mais comum do que a gente possa imaginar.

Este que para mim é um dos fatores mais preocupantes, afinal, muitos não fazem ideia de como é receber o afeto desta figura, o que acaba invariavelmente trazendo um grande questionamento, principalmente ao se tratar de futuro: já que eu nunca tive pai, como eu vou ser um bom pai?

É exatamente aqui que contamos com o amor do próximo, este que é capaz de conseguir exercer este papel, através de amor, limites, cuidado, carinho, medos e receios. O amor paterno é sim muito importante, talvez para muitos seja algo insubstituível, porém com o passar do tempo vejo que ele pode ser até superado, mas infelizmente para muitos jamais será esquecido, seja por uma boa lembrança ou por uma lembrança que jamais existiu.Não nascemos pais, nos tornamos.

Talvez esse seja um ponto onde muitas vezes podemos nos perguntar, mas como podemos nos tornar?

Ser pai é: saber dividir, saber respeitar, ter a grandiosidade de errar, chorar, lembrar e conseguir através dos cuidados e principalmente do amor, cultivar afetos e conseguir construir juntos do mais simples ao mais complexo.

Acredito que é de grande importância ressaltar aqui o papel da psicoterapia, na qual pode colaborar diretamente com essas questões, desde incertezas, assim como lembranças que talvez sejam difíceis de serem relembradas, em função de inúmeros motivos. Saliento então a importância de conseguirmos relembrar para podermos reelaborar tanto situações positivas quanto situações muito mais delicadas. O mais interessante disso tudo, é que se trata de um trabalho construído e reconstruído numa dupla, terapeuta e paciente. Neste caso o psicólogo acaba sendo um facilitador durante este processo; capaz de colaborar com a escuta, assim como intervenções e técnicas que visam sempre o bem estar do paciente.

Espero que com este artigo, eu possa despertar um pouquinho mais do “pai” que somos capazes de construir ao longo de nossas vidas.

Terapia de Casal: Quando e porque buscar

Por Denise Helena Müller de Ávila, Psicóloga  – CRP 07/01582

Muitos casais relutam em buscar ajuda psicoterápica, entre outros motivos, por vergonha de expor suas dificuldades, por achar que ninguém pode ajudar, por não conhecer os benefícios que podem obter com este tipo de terapia.

Quando o casal  não se entende mais, quando não existe mais diálogo possível entre eles, quando o ciúme causa reações de raiva e intolerância e até violência, quando a infidelidade permeia a relação causando falta de confiança e levando a brigas constantes, quando o problema é a família de origem ou quando discordam sobre a educação dos filhos acarretando dificuldades com estes, quando o problema é na área sexual e/ou tantas outras situações que acabam afastando o casal, esfriando a relação e criando barreiras entre eles é o momento de buscar ajuda de um especialista em psicoterapia de casal.

O atendimento é feito ao casal e o terapeuta atua como um moderador, auxiliando na busca de solução do problema que está causando tanto sofrimento. É um momento de falar e também de ouvir o outro e pensar, refletir sobre o papel de cada um, sobre o que pode ou quer  fazer diferente, ou não. É um caminho para alcançar um conhecimento maior de si e do parceiro. Na terapia, cada membro do casal vai poder olhar para si e buscar entender como o seu comportamento afeta o outro e vice versa, propiciando que cada um se responsabilize pelos conflitos que vivenciam no vínculo.

O objetivo da terapia envolve o tipo e qualidade do vínculo, as expectativas e ideais de cada um, busca resgatar a comunicação, o afeto, a boa vida sexual, a vontade de continuar juntos. Mas também o casal pode concluir que a separação é o melhor pra eles.

Por preconceito ou medo, as pessoas acabam demorando pra buscar ajuda e muitas vezes chegam ao consultório com a relação tão desgastada que fica muito difícil resgatá-la. Quando isso acontece a terapia vai ajudar a que consigam fazer uma separação amigável, entendendo o que aconteceu de forma madura e, quem sabe, numa próxima relação, não incorrer nos mesmos erros.